Viagem para Goa!


Finalmente! Neste último final de semana fui para Goa, o famoso estado indiano em que se encontram as melhores praias do país e onde o povo fala português.

Depois de quase 8 horas de viagem de carro, após atravessar estradas esburacadas e no meio do nada, apenas parando para comer e tomar chái, eu e meus amigos da JCI (Junior Chamber International) chegamos em Ponda, uma cidade feia, suja, longe da praia e onde poucos falam português. Fomos à Ponda para particiar da “Zone Conference” , evento de premiação da JCI para o seus membros e para a eleições do presidente local. Muito chato.

Além de consumir a noite de sábado e o dia de domingo, não pudemos aproveitar o ensolarado dia na praia. Estaria esta viagem perdida? Não. Não mesmo! Foi um dos melhores momentos na Índia. Passamos toda a madrugada em Calangute, uma praia há um pouco mais de 1 hora de carro de onde estávamos. Ficamos quase a noite toda em um quiosque na praia onde rolava um karaokê. Conversamos, bebemos e comemos muitos quitutes indianos (hehehe), e o melhor que era mais barato do que em Pune!

Em seguida, após caminhar na praia observando a lua no mar, chegamos a uma discoteca pra finalizar o resto da noite. Estava quase vazia, porém muito animada. Só saímos de lá após as 5h30. Para nós, o outro dia apenas começou após o meio-dia. Foi duro. Depois de levantar e ir para aquela super e “animada” conferência, enfim, almoçamos (quase 4h da tarde). Comi, mas comi muito mesmo. Comida indiana é muito boa, mas perigosa. Não exagera que a pimenta é forte.

Certo! Depois de nos despedirmos do pessoal da conferência super animada, pegamos mais umas 10 horas de estrada em direção a Pune. A viagem a Goa foi muito boa, mas felizmente preciso voltar pra lá pra poder aproveitar melhor o que o lugar tem a oferecer.

Embora muito cansados, gastamos mais da metade da viagem de retorno discutindo sobre os relacionamentos amorosos dos indianos: do primeiro encontro ao divórcio. Dá pra imaginar: vir pra Índia e discutir esse assunto em um carro por horas a fio durante a madrugada com três indianos e uma holandesa. Comédia! Eu fiquei na minha.

Enfim, mas agora entendo um pouco como funciona a coisa por aqui. No próximo post escrevo o que saiu dessa conversa. Agora preciso dormir.

Até +
(04/11/2009)

Pegar ônibus na Índia. Pra quê?


 
Hey, pessoal!

Deem uma olhada na fota acima. Chutem o que é.

Aqui em Pune, e provavelmente em toda a Índia, os destinos dos ônibus não estão escritos em Íngles, estão em Hindi. Nesse pequeno pedaço de papel está escrito o destino que tenho que ler nos ônibus pra poder ir pra casa ou para o trabalho.

Rá! Como ler essas "cobrinhas" se os ônibus não param nos pontos. Sim, eles não param! Eles passam pelos pontos.

Esses dias fui tentar pegar um ônibus e pra quê? Estava transbordando de pessoas. Eu desisti só de olhar. Mas incrivelemente uma pequena criança, lá com os seus 7 anos de idade e sua mochila escolar nas costas, surgiu repentinamente entre as pessoas que estavam na rua e deu um ágil salto em camera lenta em direção à porta do ônibus agarrando-a com suas pequenas mãos e se enfiou por debaixo das pernas da multidão que se encontrava dentro do ônibus.

Tá, acho que vou pro trabalho de Rickshaw mesmo. Eu já não tenho mais idade pra pegar ônibus.

Até +
(04/11/2009)

Juro que não estava com preguiça.



Aos que entraram no meu blog procurando encontrar alguma postagem nova, desculpem-me pela demora, juro, eu não estava com preguiça.

Aqui em Pune tivemos problemas com o pagamento da conta da Internet e por isso ficamos offline.

Logo em seguida, depois de termos pago a bendita da conta e de muita demora para religarem a internet, adivinhem meus caros, tivemos problemas com conta de eletrecidade.Ficamos dois dias "offlight".

Tudo bem, it is Pune experience!

Agora creio que tenho mais tempo para escrever, embora esteja indo para Mumbai no meio desta semana para recepcionar um casal de brasileiros que estão chegando para o casamento do meu chefe . Yes!  Verei um tradicional casamento indiano).

Ok, era só isso mesmo! :-)

Até +
(04/11/2009)

Firangi Boys e o último dia do Festival de Ganesh em Pune, Índia.


Namaste!

Como havia falado no post anterior, disponibilizo um pouco do que aconteceu durante o Festival de Ganesh em Cycle Society, pequeno bairro onde moro.

No primeiro vídeo eu e outros amigos participamos de um... Como se poderia dizer? ...concurso de dança!! Foi incrível! Nós, os "Firangi Boys", hahaha, dançamos uma música muito popular entre os Punjab ou Siques, que são a mairia dos moradores de Cycle Society (eles são daquela religião em que não se cortam os cabelos e as barbas, por causa disso usam tocas. Na verdade o nome não é toca, é um outro nome que não me recordo.



Enfim, é só conferir o vídeo, a animação do pessoal após dançarmos foi muito legal, principalmente por parte das crianças, que são muitas. Além da música ser muito popular entre eles, também é na AIESEC, quase todos os membros sabem pelo menos um passo da dança. Por isso não foi muito difícil.

No segundo vídeo, eu fiz uma edição do último dia do Festival, onde teve uma passeata/procissão com a estátua de Ganesh até o rio Mula-Mutha, onde elas são imergidas na água. Muito barulho e diversão, o pessoal fica muito louco, pois os indianos gostam de fazer muito barulho. Foi um dia cansativo, porém inédito para mim, muito interessante estar no meio de um mundo totalmente diferente.



É isso, deixo aqui um pouco da minha experiência durante o Festival de Ganesh em Pune. Eu não sei se a novela Caminho das Índias chegou a mostrar um pouco sobre o festival, mas deveriam, pois é muito importante para os Indianos. Aliás, eu assisitia a novela e via o povo dançando o tempo todo, e não é que é verdade! Todo mundo, toda as idades e todos os sexos. Mas isso é para um outro post, para um outro dia.

Até +
(19/10/09)
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Setembro, mês de Ganesha, o deus com cara de elefante.


No meio do mês de Setembro, por 10 dias foi comemorado o famoso “Ganesha Chaturthi”, um famoso festival em homenagem ao Ganesha. De acordo com os hindus, ele é o filho mais velho de Shiva e Parvati. Como vocês podem ver na imagem, ele é o deus com a cara de elefante e com o corpo de criança.Mas por que cara de elefante e corpo de criança. É elementar, meu caro Watson: sem quere ele foi degolado pelo seu pai, Shiva (aquele que tem quatro braços). Enfim, Shiva desesperadamente prometeu à sua mulher, Parvati, que colocaria no lugar da antiga a primeira cabeça de um ser vivo que encontrasse pelo caminho. E assim encontrou um elefante recém-nascido, passou a faca no coitado, pegou a cabeça e a colocou no menino. Simples. Bom, claro que aí na verdade tem uma simbologia por trás.

Bom, deixando para lá esse ocorrido, no estado onde moro, Maharashtra, é muito comum encontrar pessoas devotas a Ganesha, inclusive imagens e estátuas dele estão presentes dentro de muitas empresas por aqui, pois ele é considerado o deus do recomeço, do conhecimento, da prosperidade, removedor de obstáculos, mestre do intelecto e da sabedoria. E por aí vai...

Pune, onde moro, é a principal cidade do estado onde ocorre o festival. Centenas de imagens e pequenos templos são construídos para a sua adoração em diversas ruas do centro, piorando o caótico trânsito local de carros, motos e rickshaws. Neste período, uma multidão de devotos deveria ter comparecido em Pune, mas infelizmente, por causa do temor da gripe “suína”, o governo local alertou as pessoas para não comparecerem nas festividades com tanta intensidade. Conclusão: este ano o espírito de porco está mais forte que o de elefante.

Talvez vocês não saibam, mas Pune é a cidade mais afetada pela gripe suína aqui na Índia. Durante todo o mês de setembro milhares de pessoas usaram máscaras temendo a doença.

Depois dos 10 dias, todas as imagens e estátuas do deus foram jogadas em um rio que passa aqui em Pune, após orações.  Está tudo filmado e guardado no meu computador. No próximo post irei colocar o vídeo. Ah, além desse vídeo também irei colocar outro muito interessante. Eu e mais quatro pessoas da AIESEC que moram comigo dançamos em uma competição de dança organizada pelos moradores de Cycle Society (a vila onde moro). Bom, quem é da AIESEC já deve imaginar o que dançamos em homenagens aos indianos.

Até +
(06/10/09)

Pune, que raio de cidade é essa?



Com cerca de 4 milhões de habitantes, ela é muitas vezes chamada de Oxford do Oriente por ser um centro cultural e educacional, é apelidada de Detroit por ser o reduto de grandes montadoras de automóveis, é também centro tecnológico (TI), meditação e terapia. Por causa desses fatores, Pune é uma das cidades mais diversificadas e culturalmente interessantes da Índia, além de ser uma das cidades que mais possue estrangeiros.

Além do Hindi e Inglês, cada estado possui uma língua local. No caso de Pune, como está no estado de Maharashtra, a língua local é o Marathi. Na Índia, normalmente apenas as pessoas mais instruídas falam Inglês, mas no caso de Pune, por possuir um número elevado de pessoas com um nível de escolaridade mais alto, quase todos falam tranquilamente o “the book is on the table”. O grande problema para nós, os "firangis", é entender o sotaque, claro.

Não tem jeito, eles gostam mesmo é de motos. Mais de 53% dos domicílios de Pune possuem duas motos. Além de motos, computadores. Aqui a penetração dele nos domicílios é a mais alta da Índia. Sobre a temperatura, nada exagerado. A maior alta registrada em Pune foi de 43,3 C em abril de 1987 e a mais baixa foi de 1,7 C em janeiro de 1935. Pune tem três estações no ano: verão, monções (estação das chuvas) e inverno. Tem aeroporto internacioanal e dá para ir para todos os cantos da Índia apenas pegando os trêns que saem daqui.

Ok, agora vou falar a parte obscura de Pune. Aqui mais ou menos duas ou três vezes por dia tem corte de energia, pois a demanda é muito maior do que a capacidade de geração de energia elétrica. Algumas vezes a água também. Sobre o transito, enfim, dá muita tese de doutorado, principalmente aquelas sobre a teoria do caos. Além de tudo, os carros são verdadeiras chaminés. Penso seriamente em usar máscaras por aqui.

Agora um dado interessante: em Pune tem uma lei que proibe estabelecimentos comerciais, como restaurantes, casas noturnas, etc,  de ficarem abertos após às 23h. Lugares que ficam abertos após esse horário são caríssimos e raros (não me pergunte como eles podem ficar abertos após às 23h, pois i$$o é mi$tério), e também não pode fumar e nem consumir bebida alcoólica na rua. Quase todos os shoppings têm detectores de metais por causa do medo de  terroristas. Ah, e nem tente conversar pelo celular enquanto espera na fila do banco, é proibido.

Enfim, essa é a cidade onde moro e viverei por um ano, o país em que aprenderei muitas coisas novas e interessantes. Atualmente a Índia está enfrentando muitas mudanças, e rápidas. Andando por Pune se nota isso. Nas construções e na vontade de algumas pessoas em querer construir um país mais desenvolvido e justa, mas sinceramente, em questões de infra-estrutura e desenvolvimento economico e social, atualmente o Brasil está muito melhor. Aqui há muito a ser descoberto e espero poder compartilhar com vocês.

Até +
(29/08/09)

Fala povo tupiniquim!


Mãe, pai, irmãos, parentes, amigos, AIESECers e “stakeholders” em geral, desculpem-me pela demora. Eu estava planejando começar este blog bem antes de vir para a Índia. Sabe aquele tipo de blog bem criativo que todo mundo faz quando vai para outro país, aquele que conta as novidades, descobertas e outras experiências que só quem está por aqui entende. Pois é, bem criativo...

Mas quando cheguei por aqui descobri que viver em um lugar totalmente estranho, conhecer lugares e pessoas novas todos os dias e ter que trabalhar ao mesmo tempo, esgota todo o tempo livre que se teria para escrever um blog, conversar no MSN, Gtalk, Orkut e, agora, Facebook. Twitter? Esquece.

Passados dois meses, depois de muitas experiências que eu gostaria de ter compartilhado com todos os meus amigos e familiares, mas que infelizmente até agora não foi possível, começo aos poucos a soltá-los por aqui. Ah, claro, só as experiências politicamente corretas.

É isso, este blog começa como todos os outros, mas não se iludam, pois este pode terminar totalmente diferente junto comigo, afinal de contas, como dizem por aí, quem vai pra Índia volta diferente.

Até +
(29/08/08)